terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Eterno no fim das contas


É aquele beijo roubado, seguido do corpo sedento que se joga sobre um outro corpo faminto, eterno são dois corpos se amando.
Assim como são eternos os primeiros passinhos de um menino sob o olhar atento de uma mãe que observa o filho conquistar, aprende e ensina a andar. Memória fixa, eternizada no coração de uma mulher que sabe o que é o amor.
É a mão estendida para ajudar o amigo que não sabe o que quer; encoraja; motiva; empurra. Eterno é a conversa cativante por telefone com alguém que tu amas.
Eterna é a espera desesperada por alguém que não chega, eterno é o tempo que não passa enquanto olhas o telefone que não toca.
Todas as noites de solidão e de companheirismo também são. E no fim das contas eterno são todos aqueles momentos minuciosamente arquivados em algum lugar dentro de ti, e não precisa durar para sempre, precisa ficar embutido; marcado; alojado no teu eu  para que tu nunca esqueças, aí sim será eterno pra ti, porque só as lembranças nunca serão tomadas, roubadas ou arrancadas, são tuas.

O teu olhar que não vejo, só sinto.

Tua voz é qualquer coisa parecida com uma música suave, tão doce, tão linda que desejo sempre ouvir.
Não sei o que houve e nem em que momento aconteceu, sei que foi assim, de repente algo que disseste me prendeu em ti, será que é por causa do teu jeito engraçado de inventar palavras novas? Ou por seres o melhor dos melhores em me fazer sentir que tenho vida correndo nas veias dentro de mim? Não sei, mas não importa porque contigo tudo é diferente,  e não quero estar em outro lugar se não nos teus pensamentos.
E não me importo com os livros que lês ou com as músicas que escutas, não me importo com o jeito como andas ou te moves, o importante sempre será estar contigo e conversar por longas horas decodificando cada som que tu emites, sentir que posso flutuar enquanto viajo no reflexo do teu olhar que não alcanço, não enxergo, mas de longe sinto sobre mim, a me fitar e me espreitar pelas esquinas da vida.

domingo, 22 de janeiro de 2012

O Coração também chora.


Contra o silencio dessa tarde fria de domingo, um grito ritmado quer lançar para fora um som desesperado, é saudade, penso eu, controla-te coração abandonado que quem sofre sou eu.
E que outros seres estão agora a lamentar pela história interrompida assim como fazes agora pobre coração? Milhares, sussurra o vento pra mim.
Tu não sabes coração, mas nesse momento outros corações também choram pela ausência sentida .

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Mergulhar- te

Disseram-me que é proibido mergulhar neste mar desconhecido,
Onde eu me jogo sem medo e dele não quero muito.
Quero apenas sentir suas águas sobre minha pele, invadindo meus poros.
Mergulhar nesse mar é como descobrir novos mundos.
Mundos onde, a despeito de meus receios sobre o vir a ser, eu mergulho,
Pois  não tenho controle algum.
Posso sentir a força do vento a me empurrar
E não sei porque fico,
Num mar onde afogo a mim, 
somente a mim.
Apenas fico.

O tempo infinito

O poeta pensou:
Ah, se ao menos ela pudesse entender o que se passa entre o tempo e o infinito, entre a razão e a emoção,  é como uma carta que escrevo de frente para trás, e não se desenrola nem discorre, apenas fica a fluir entre a cabeça e o coração, subindo e descendo até formar um nó na minha garganta. 
Eu criei planos pra nós, mas Deus criou outros pra ela, ai quem me dera te ter só pra mim.
Seria tão bom se tu conhecesses o mundo que nasceria só pra nós.
Te entregaria minha vida, assim mesmo como tenho feito a esta noite solitária e nada terias que me dar, apenas um sorriso diário e um coração pra afagar.
Mas nós sabemos que não dá, um dia talvez, hoje não.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Meus Caminhos

Existem dois caminhos para eu seguir, mas eu não quero a nenhum. Desejo encontrar um terceiro, um que seja alternativo, para que eu possar unir o que há nos outros dois.
Que na minha caminhada eu encontre amigos e tenha a chance de responder aos que me julgam, que eu possa ajudar a alguém de alguma forma sem esperar nada de volta.
Existem dois caminhos para eu seguir, mas não quero a nenhum, quero caminhar por um terceiro, onde eu possa enfrentar todo o medo, sem temer o vir a ser, ultrapassar os meus limites e os que me impõem.
O caminho que eu busco, este que é o terceiro caminho, ele é livre de dogmas e de preconceitos, lá o caminho é mais amplo, mas livre de tantas amarras.
Me solta, deixa eu seguir.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Agora percebi, eu cresci.


Achei essa foto em um site de fotografia que gosto muito, pela variedade das imagens e fotógrafos que o mesmo dispõe.
Essa aí é do Miguel Bernardo, me diga se você também não olha esse garoto e lembra imediatamente da sua infância, de uma inocência que você não sabia que existia, mas que só agora você entende? Eu olho esse garoto e volto a um tempo em que o mundo era justo, as pessoas eram boas, não havia preocupações, a felicidade era presente o tempo todo, mas em algum momento, que não percebi, o mundo mudou, as pessoas também, as preocupações surgiram e  a felicidade fugiu de mim, tornando-se alvo de uma busca constante.
Não sei o que houve, mas desconfio que cresci e vi o mundo como ele é.